<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Júlia Severo]]></title><description><![CDATA[Entre sessões de terapia e crises existenciais mal resolvidas, escrevo o que transborda aqui dentro. Sejam bem-vindos aos meus devaneios!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!Qc0w!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fab176fc7-01a1-470f-802d-b6f0d26d107f_533x533.png</url><title>Júlia Severo</title><link>https://juliasevero.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Wed, 01 Jul 2026 20:42:23 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://juliasevero.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Júlia Severo]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[juliasevero@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[juliasevero@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Júlia Severo]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Júlia Severo]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[juliasevero@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[juliasevero@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Júlia Severo]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[O dia dos namorados já passou ]]></title><description><![CDATA[- e eu quero falar com os solteiros!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/o-dia-dos-namorados-ja-passou</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/o-dia-dos-namorados-ja-passou</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 22:37:12 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>No dia dos namorados, um post enviado por uma amiga tamb&#233;m solteira, me deixou muito reflexiva.</p><div class="instagram-embed-wrap" data-attrs="{&quot;instagram_id&quot;:&quot;DZckeuzlqXV&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Vincent Lacerda on Instagram: \&quot;Amanh&#227; muita gente vai postar so&#8230;&quot;,&quot;author_name&quot;:&quot;@vincentlacerda&quot;,&quot;thumbnail_url&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/__ss-rehost__IG-snapshot-DZckeuzlqXV.jpg&quot;,&quot;like_count&quot;:null,&quot;comment_count&quot;:null,&quot;profile_pic_url&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/__ss-rehost__IG-profile-pic-DZckeuzlqXV.png&quot;,&quot;follower_count&quot;:null,&quot;timestamp&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false}" data-component-name="InstagramToDOM"></div><p>Nesse post (caso voc&#234; n&#227;o tenha lido acima), o autor fala sobre o que ele aprendeu estando solteiro aos 30. Comecei a ler por justamente esse ter sido o tema de algumas das &#250;ltimas sess&#245;es de terapia. Compartilhei - mais de uma vez - com a minha psic&#243;loga a press&#227;o de estar solteira aos 26 anos sem nunca ter namorado e o peso que a proximidade com os 30 traz.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://juliasevero.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Na &#250;ltima sess&#227;o, ela me disse:</p><blockquote><p>Mas J&#250;, eu n&#227;o acho que tu ligue verdadeiramente pra isso.</p></blockquote><p>E essa &#233; a grande verdade: <strong>eu nunca me importei em estar solteira</strong>. &#8220;Solteira&#8221; &#233; quase um estado de esp&#237;rito por aqui. Uma liberdade indescrit&#237;vel, sabe? E, vamos falar a verdade: os 30 prometem ser incr&#237;veis para uma solteira!</p><p>Quando eu ainda tinha 15 anos (e achava que sabia muito sobre a vida), li uma frase que dizia &#8220;<strong>enquanto eu n&#227;o encontrar algu&#233;m que me fa&#231;a t&#227;o feliz quanto eu sou sozinha, n&#227;o vou me relacionar</strong>&#8221;. Acho que levei isso como um mantra por muitos anos.</p><p>A verdade &#233; que encontrei muitas pessoas que me fazem mais feliz do que eu sou sozinha: meus amigos, por exemplo, s&#227;o belos exemplos disso. Mas, mais ainda, <strong>me encontrei como a &#250;nica pessoa que pode me fazer verdadeiramente feliz.</strong></p><p>N&#227;o, n&#227;o coloquei ningu&#233;m na friendzone (t&#225;, alguns sim), mas a quest&#227;o n&#227;o &#233; essa. A quest&#227;o &#233; que eu sou uma pessoa muito feliz com quem eu j&#225; tenho na minha vida e com quem eu sou. <strong>No fim, escolher algu&#233;m para dividir a vida vai muito al&#233;m de felicidade - e a gente s&#243; entende isso com a maturidade.</strong></p><p>Hoje, eu sei que sou completa sozinha, mas s&#243; aprendi isso estando verdadeiramente sozinha. Eu amo a minha pr&#243;pria companhia e garanto: <strong>se amar &#233; a forma mais pura para conseguir amar os outros</strong>. Pode soar meio estranho, mas quando a gente se ama de verdade, a gente consegue encontrar beleza e compreens&#227;o at&#233; mesmo nos nossos defeitos - e fica mais f&#225;cil fazer o mesmo com os outros.</p><p><strong>Toda e qualquer rela&#231;&#227;o &#233; complexa e estar sozinho(a) n&#227;o &#233; estar fadado ao fracasso.</strong> Apesar de me considerar uma solteira convicta, eu sei que, no fundo, eu estou solteira. <strong>&#201; um estado - e estados mudam.</strong></p><p>No meu caso, depois de muitas reflex&#245;es sobre o assunto, eu n&#227;o penso em mudar meu estado t&#227;o cedo (n&#227;o posso deixar voc&#234;s &#243;rf&#227;os da &#8220;solteira insalubre&#8221; favorita de voc&#234;s). Como disse uma amiga minha, eu me desorganizo muito quando esse passa a ser o meu foco, algo que n&#227;o acontece quando o meu foco &#233; em mim, na minha vida e nos meus. E sendo sincera? Eu nem queria que esse fosse o meu foco.</p><p>Sempre acreditei que o amor rom&#226;ntico &#233; algo que acontece - e &#233; assim que eu espero que ele aconte&#231;a na minha vida. Nada contra os aplicativos (inclusive j&#225; estive em alguns) e os encontros arranjados (tamb&#233;m j&#225; vivenciei estes), mas eu n&#227;o sirvo para isso. No amor, eu prefiro que as coisas simplesmente aconte&#231;am, at&#233; porque, quando eu tento controlar, eu surto e levo todos os meus junto.</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg" width="234" height="292.5" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/d7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:295,&quot;width&quot;:236,&quot;resizeWidth&quot;:234,&quot;bytes&quot;:null,&quot;alt&quot;:&quot;url.jpg&quot;,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:null,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;topImage&quot;:false,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="url.jpg" title="url.jpg" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!avxW!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd7dee96e-fbee-460a-8fdc-47877af7b747_236x295.jpeg 1456w" sizes="100vw" loading="lazy"></picture><div class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>Talvez eu, definitivamente, n&#227;o saiba ser nada al&#233;m de solteira, mas eu acredito que algu&#233;m, algum dia, vai aparecer no meu caminho e vai me provar o contr&#225;rio. <strong>Universo, essa est&#225;, oficialmente, em suas m&#227;os!</strong></p><p>E n&#227;o, n&#227;o espero que algu&#233;m apare&#231;a na minha porta - at&#233; porque sou contra ficar com vizinhos -, mas a gente vive tanto, que todo dia &#233; dia de conhecer algu&#233;m novo. A gente nunca sabe quando aquele esbarr&#227;o numa festa vai se tornar um algo a mais, n&#233;? &#201; s&#243; uma situa&#231;&#227;o hipot&#233;tica, mas eu sei que voc&#234; pensou em algu&#233;m (e eu tamb&#233;m).</p><p><strong>Talvez o nosso problema seja justamente a ansiedade por viver e querer viver tudo ao mesmo tempo, mas vamos com calma:</strong></p><div class="callout-block" data-callout="true"><p style="text-align: center;">Se esse foi o seu &#250;ltimo Dia dos Namorados solteiro(a), voc&#234; aproveitou essa fase?</p></div><p>E, agora, depois de pesar o clima com essa pergunta, eu afirmo: <strong>por ora, eu escolho continuar sendo a Samantha preferida dos meus amigos</strong> - at&#233; porque, ela &#233; a melhor personagem (e n&#227;o sou eu quem falou):</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png" width="486" height="362" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:362,&quot;width&quot;:486,&quot;resizeWidth&quot;:null,&quot;bytes&quot;:null,&quot;alt&quot;:&quot;Pasted Graphic.png&quot;,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:null,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;topImage&quot;:false,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="Pasted Graphic.png" title="Pasted Graphic.png" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!5dmF!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F10ba91b6-b1f2-4711-bef9-9804122e6479_486x362.png 1456w" sizes="100vw" loading="lazy"></picture><div class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>Um beijo,</p><p>J&#250;</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://juliasevero.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A solteirice continua insalubre...]]></title><description><![CDATA[Mas um pouco mais reflexiva e engra&#231;adinha do que antes!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/a-solteirice-continua-insalubre</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/a-solteirice-continua-insalubre</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Tue, 31 Mar 2026 09:02:10 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Vou come&#231;ar do come&#231;o: tive um date na semana passada.</p><p>Isso mesmo que voc&#234;s est&#227;o lendo: a pessoa que mais detesta dates teve um - e, <em>pasmem</em>, foi &#243;timo!</p><p>Acontece que, depois de mais uma decep&#231;&#227;o amorosa de janeiro - nossas velhas conhecidas, que completaram 3 este ano e j&#225; posso pedir m&#250;sica no Fant&#225;stico -, eu confesso que minha necessidade de ter algo que desse certo ultrapassou todas as m&#233;tricas. </p><p>&#201; quase como um: <strong>EU PRECISO DE UM FINAL FELIZ</strong>. </p><p>Neste caso, o final feliz seria o 2&#186; date na mesma semana, que foi mencionado algumas vezes no 1&#186; encontro. O final voc&#234;s j&#225; sabem, n&#233;? Chegou o s&#225;bado de noite (melhor dia para dates, convenhamos) e nada do novo encontro.</p><p>Nesse meio tempo, eu pulei de rol&#234; para rol&#234; no s&#225;bado - que foram todos incr&#237;veis. No meio de um deles, algu&#233;m puxou um &#8220;pilha uma festa?&#8220;. Bastou uma proposta indecente para me fazer pensar &#8220;ah, quer saber? j&#225; estamos aqui mesmo&#8221;. Assim, eu fui parar em uma festa no s&#225;bado &#224; noite. Sim, euzinha. Em uma festa. Cheguei &#224;s 5h da manh&#227; em casa, depois de ter misturado cerveja com tequila, mas &#233; aquilo, n&#233;? A gente s&#243; vive uma vez - e, surpreendentemente, a festa foi &#243;tima!</p><p>No domingo, eu percebi que n&#227;o estava bem. Meus amigos seguiam me dizendo que n&#227;o entendiam como a minha vida amorosa sempre ia de mal a pior e, eu preciso dizer que, no &#250;ltimo final de semana, eu escolhi me afundar neste pensamento.</p><p>No final da tarde, fui na missa com uma ideia fixa de passar alguns dias sem Instagram. Sempre que eu preciso me reconectar, eu fa&#231;o esse &#8220;retiro espiritual&#8220;, como disse uma amiga minha - e este &#233; o motivo que s&#243; voc&#234;s, inscritos, receber&#227;o esta edi&#231;&#227;o. Eu juro que parece que a missa inteira era para mim, como se Deus estivesse me mandando um sinal (e eu confesso que pedi). </p><p>Cheguei me sentindo sozinha e um tantinho depressiva. Me questionei muito do porqu&#234; nenhum relacionamento meu ia para frente - n&#227;o pelo 2&#186; date que n&#227;o aconteceu, mas por todas as &#250;ltimas experi&#234;ncias nada promissoras. Eu n&#227;o sei se voc&#234;s sabem, mas domingo foi Domingo de Ramos. Nessa missa, em espec&#237;fico, a igreja toda participa de uma das leituras, que &#233; sobre o julgamento de Jesus. Sempre fico triste nessa missa em particular, principalmente pelo teor das leituras. </p><p>Um dos salmos, inclusive, mencionava &#8220;Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?&#8220;. Nesse momento, pensei em todas as vezes que me senti sozinha, abandonada. Lembrei do quanto chorei quando vi todas minhas amigas passando no vestibular e eu n&#227;o. Algumas semanas depois, conquistei a minha vaga na UFPEL e, poucos meses depois, a minha vaga na UFRGS - que era o meu grande sonho.</p><p>O serm&#227;o encaixou perfeitamente com este pensamento: Jesus tamb&#233;m se sentiu abandonado e sozinho naquele momento, mas, 3 dias depois, Ele ressuscitou. Talvez os nossos problemas - por maiores ou menores que eles sejam - n&#227;o se resolvam t&#227;o rapidamente, nem envolvam o livro mais lido e publicado do mundo, mas <strong>eles sempre se resolvem</strong>.</p><p>Sa&#237; da igreja um tanto esperan&#231;osa. Logo eu, que tenho tanto amor em mim e ao meu redor, n&#227;o posso deixar de acreditar que, em algum momento, a pessoa certa vai chegar no meu caminho. </p><p>Por ora, seguimos vivenciando outro vers&#237;culo: &#8220;<em>mil cair&#227;o <s>(casar&#227;o)</s> &#224; tua esquerda; dez mil <s>(namorar&#227;o)</s> &#224; tua direita, mas nada o atingir&#225;</em>&#8221;. &#201;, cupido, essa flecha anda meio perdida, n&#233;? &#128514;</p><div><hr></div><h3>E vamos rir mais um pouquinho?</h3><p>Hoje pela manh&#227;, enquanto eu navegava pelo TikTok (sim, sa&#237; do Instagram, mas a outra rede continua ativa), me deparei com o v&#237;deo de uma menina que dizia sentir muito orgulho de todas as mulheres que tinham passado dos 25 anos solteiras - pode parecer meio bizarro, mas eu juro que vai fazer sentido! </p><p>Dentre tantos coment&#225;rios, ela mencionou que as mulheres que ainda est&#227;o solteiras, mesmo depois dos 25 anos, aprenderam a se valorizar e est&#227;o preparadas para entrar em um relacionamento s&#243; quando realmente fizer sentido e n&#227;o por uma press&#227;o externa - um aplauso a n&#243;s, divas, que estamos solteiras ou que est&#227;o em bons relacionamentos &#128111; </p><p>Ainda, ela compartilhou uma teoria que diz que cada relacionamento que d&#225; errado &#233; um passo mais perto da pessoa certa. Apesar de internalizar isso, o meu esp&#237;rito engra&#231;adinha s&#243; conseguiu pensar em uma coisa, que eu compartilhei com duas amigas (e decidi compartilhar com voc&#234;s tamb&#233;m):</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png" width="530" height="195.70522979397782" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:466,&quot;width&quot;:1262,&quot;resizeWidth&quot;:530,&quot;bytes&quot;:205822,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;image/png&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;topImage&quot;:false,&quot;internalRedirect&quot;:&quot;https://juliasevero.substack.com/i/192678256?img=https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png&quot;,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FtmV!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F828c8317-f0ee-4d31-a947-4caf9966316a_1262x466.png 1456w" sizes="100vw" loading="lazy"></picture><div></div></div></a></figure></div><p>&#192;s vezes, o problema &#233; justamente o que a Xuxa j&#225; tinha nos alertado l&#225; nos anos 90:</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg" width="522" height="344.7375" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:false,&quot;imageSize&quot;:&quot;normal&quot;,&quot;height&quot;:634,&quot;width&quot;:960,&quot;resizeWidth&quot;:522,&quot;bytes&quot;:null,&quot;alt&quot;:&quot;Lu&#237;sa Sonza meteu o vers&#237;culo b&#237;blico \&quot;No Brasil n&#227;o h&#225; homem para mim\&quot;&quot;,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:null,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;topImage&quot;:false,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:&quot;center&quot;,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="Lu&#237;sa Sonza meteu o vers&#237;culo b&#237;blico &quot;No Brasil n&#227;o h&#225; homem para mim&quot;" title="Lu&#237;sa Sonza meteu o vers&#237;culo b&#237;blico &quot;No Brasil n&#227;o h&#225; homem para mim&quot;" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!yKEG!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F58544d43-9c77-40a2-9cf1-e7900b45e800_960x634.jpeg 1456w" sizes="100vw" loading="lazy"></picture><div class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><div><hr></div><p>Hoje, depois de narrar tudo isto para a minha psic&#243;loga - e fazer ela rir um tanto -, ela teve a coragem de me colocar na realidade com um simples &#8220;<em>mas J&#250;, n&#227;o faz nem uma semana que voc&#234;s se encontraram</em>&#8221;!</p><p>Logo depois disso, ela validou todos meus sentimentos e confirmou que, na verdade, este acontecimento foi s&#243; a cerejinha do bolo que precisava vir &#224; tona h&#225; algum tempo - e que eu n&#227;o tinha permitido. </p><p>Agora, com todos meus sentimentos validados, digeridos e processados em terapia, aguardo as cenas dos pr&#243;ximos cap&#237;tulos da minha vida amorosa - ou, como voc&#234;s preferem chamar, da Solteira Insalubre &#128420;</p><div><hr></div><p>Espero que voc&#234;s tenham dado algumas risadas essa semana. &#201; a 1&#170; vez que conto algo sobre a minha vida amorosa por texto e de forma t&#227;o aberta - j&#225; que estamos em p&#250;blico aqui, n&#233;?</p><p>Obrigada por sempre me acolherem tanto. Mesmo com o Instagram deletado provisoriamente do meu celular, &#233; incr&#237;vel saber que voc&#234;s sempre me acompanham!</p><p>Com todo amor do mundo, </p><p>J&#250;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA["Trabalhar dá trabalho"]]></title><description><![CDATA[A frase &#233; clich&#234;, mas faz todo sentido depois dos 25!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/trabalhar-da-trabalho</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/trabalhar-da-trabalho</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Tue, 24 Mar 2026 02:44:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/dcec94b2-642d-4dee-9a62-c98c399c1bbd_450x654.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre associei muito da minha vida ao meu trabalho. Esse, inclusive, &#233; um t&#243;pico frequente na terapia: o quanto o trabalho me afeta de formas diferentes.</p><p>Sempre associei a minha intelig&#234;ncia ao meu desempenho acad&#234;mico e profissional. Na verdade, desde a &#233;poca em que n&#227;o passava de uma mera estagi&#225;ria, o acad&#234;mico se tornou menos relevante, j&#225; que os est&#225;gios e, posteriormente, o trabalho se tornaram a maior parte do meu dia.</p><p>Se o meu trabalho n&#227;o ia bem, toda a minha vida parecia n&#227;o dar certo. Um dia ruim no trabalho era, literalmente, um dia ruim na minha vida. Dissociar uma coisa da outra foi algo imposs&#237;vel por muito tempo, mas venho propagar boas novas: &#233; poss&#237;vel ver a vida profissional com lentes bem mais honestas.</p><p>Nos &#250;ltimos tempos, conversei muito com os meus amigos sobre a decep&#231;&#227;o que &#233; come&#231;ar a trabalhar com algo que voc&#234; julgava amar. A verdade &#233; que nada, absolutamente nada, que exija de voc&#234; (f&#237;sico ou intelectualmente) e que voc&#234; tenha a obriga&#231;&#227;o - n&#227;o vontade pr&#243;pria, porque todo mundo tem conta para pagar - de realiz&#225;-lo todos os dias (&#250;teis, espero) vai ser incr&#237;vel. Trabalhar d&#225; trabalho e, na maioria das vezes, vai ser chato.</p><p>Voc&#234; pode trabalhar com a coisa mais incr&#237;vel do mundo (insira aqui a profiss&#227;o dos seus sonhos quando crian&#231;a), em algum momento, voc&#234; vai se deparar com burocracias. A vida adulta &#233; cheia delas e, na maior parte das vezes, elas s&#227;o necess&#225;rias - deixem eu puxar a brasa para o meu assado, j&#225; que eu acho contratos super necess&#225;rios enquanto advogada.</p><p>Comentei com uma amiga que a gente trabalha para pagar boletos em, pelo menos, 70% do tempo e, se voc&#234; tiver sorte, em 30% do tempo voc&#234; vai trabalhar com o que acreditava que seria o seu trabalho na &#233;poca da gradua&#231;&#227;o. Meu sonho nunca foi ser advogada, mas descobri que eu amo esse universo. Amo ser &#250;til, amo ser a pessoa que as pessoas consultam quando as burocracias aparecem. Mas do meu jeito. E, at&#233; chegarmos l&#225;, vai demorar uns anos.</p><p>E adivinhem? &#201; assim mesmo. Feliz ou infelizmente, construir uma carreira requer ser subjugado pela sua idade, aceitar uns serm&#245;es e continuar sorrindo. Meu segredo particular &#233; que, todas as vezes que preciso fazer isso, minha mente vai direto para os Pinguins de Madagascar e eu abro um sorriso sincero ao pensar no Capit&#227;o falando &#8220;sorriam e acenem, rapazes&#8221;.</p><p>Se nem os pinguins escapam dessa, o que sobra para n&#243;s, meros mortais sem a voz e as cores dos desenhos animados?</p><p>A verdade &#233; que a vida adulta pode ser muito chata - e ela vai. A parte boa &#233; que, apesar de tudo, ela tamb&#233;m pode ser incr&#237;vel. Tudo depende da forma que voc&#234; olha para ela - e vamos falar disso em uma pr&#243;xima news, prometo.</p><div><hr></div><h3>Estamos todas apaixonadas por &#8220;Love Story"!</h3><p>E, se voc&#234; n&#227;o &#233; uma dessas pessoas, &#233; porque ainda n&#227;o assistiu. </p><p>Eu preciso confessar que, at&#233; poucas semanas atr&#225;s, eu nem sabia quem era Carolyn Bessette-Kennedy. Subitamente, em poucos dias, ela tomou conta dos meus dias - junto com John F. Kennedy Jr. </p><p>Fiquei apaixonada por toda a hist&#243;ria do casal, mas, ainda mais, pelo &#237;cone que ela foi. Uma mulher irreverente, cheia de personalidade, mas, ainda assim, em tons s&#243;brios e jeans. Tudo chamava aten&#231;&#227;o nela, mesmo sem nenhum acess&#243;rio. Pensei e repensei em como descrever ela, mas s&#243; conseguia proferir um &#8220;que mulher&#8220; toda vez que ela aparecia na minha tela (atrav&#233;s da maravilhosa Sarah Pidgeon).</p><p>Assistindo a s&#233;rie, eu percebi o quanto nos interessamos pela vida de outras pessoas - e &#233; justamente esse interesse que perturbou tanto a Carolyn (ao menos, na s&#233;rie). Confesso que eu, logo que vi o 1&#186; epis&#243;dio, quis saber TUDO sobre o casal, sobre a rela&#231;&#227;o e, tamb&#233;m, pelo fim tr&#225;gico dos dois. Eu, que n&#227;o sabia nada sobre a hist&#243;ria, virei expert no assunto em quest&#227;o de minutos.</p><p>Na verdade, &#8220;expert&#8220; s&#243; no que consta na internet. Jamais saberemos, em detalhes, o que realmente aconteceu em toda a hist&#243;ria deles. Como qualquer rela&#231;&#227;o entre duas (ou mais) pessoas, somente elas v&#227;o saber o que realmente aconteceu. </p><p>&#201; claro que a s&#233;rie tem v&#225;rios pontos dramatizados, mas senti muita verdade: nas discuss&#245;es, nas persegui&#231;&#245;es, na vontade de fazer dar certo, no amor dos dois. Um casal que, apesar de toda a publicidade, tinha seus altos e baixos. </p><p>A gente costuma olhar para pessoas p&#250;blicas e idealizar uma vida como a delas, mas Carolyn me fez entender que eu prefiro a minha privacidade &#224; uma vida cheia de exposi&#231;&#227;o. Passei grande parte da s&#233;rie me sentindo pressionada e angustiada ao me imaginar no lugar dela - pelo mercado, pela fam&#237;lia Kennedy, pela sociedade em geral. </p><p>Uma mulher t&#227;o certa de si que se viu perdida simplesmente por amar um homem que, definitivamente, nasceu como uma figura p&#250;blica. Se j&#225; &#233; complexo nos permitirmos ser quem somos nos nossos ciclos, imagina frente a toda uma sociedade que espera - e espelha - a perfei&#231;&#227;o em voc&#234;. Um tanto cruel - para dizer o m&#237;nimo! </p><p>A parte boa nisso tudo &#233; que basta uma Carolyn e um John nessa vida - e n&#243;s podemos voltar ao nosso mundinho assim que desligarmos a TV.</p><div><hr></div><p>N&#227;o foi no domingo, eu sei, mas eu voltei - de novo!</p><p>Espero que n&#227;o falte conte&#250;do para os pr&#243;ximos dias, porque sou t&#227;o feliz escrevendo por aqui. </p><p>Nos vemos em breve &#128420;</p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Sobre comparação, (falta de) comodidade e mudanças...]]></title><description><![CDATA[Porque nada nessa vida &#233; t&#227;o simples, que possa ser resumido a uma coisa s&#243;.]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/sobre-comparacao-falta-de-comodidade</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/sobre-comparacao-falta-de-comodidade</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 15 Mar 2026 19:34:50 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/e305ae01-d2f9-4ce3-b34d-b48ae71cc414_612x1088.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Preciso confessar que, apesar de todo o papo de comodidade da &#250;ltima semana, a minha vida n&#227;o anda nada c&#244;moda.</p><p>Na verdade, depende do ponto de vista.</p><p>Recentemente, recebi uma proposta profissional que me fez repensar a rota. Com calma e consci&#234;ncia, eu decidi sair de onde estava para arriscar de novo. Como disse meu pai quando comentei com ele:</p><p>Minha filha, tu est&#225; na idade de arriscar. Eu n&#227;o tive essa possibilidade, mas tu pode fazer diferente de mim!</p><p>E, com o aval da pessoa com a opini&#227;o mais relevante na minha vida, eu disse um bel&#237;ssimo &#8220;sim&#8221;. A corporate girl preferida de voc&#234;s est&#225; de volta - y hablando en espa&#241;ol.</p><p>Nesses &#250;ltimos dias, n&#227;o conversei sobre as muitas mudan&#231;as da minha vida com as pessoas pr&#243;ximas. O mundo estava gritando no externo e eu preciso de sil&#234;ncio aqui dentro. Quis tomar decis&#245;es sozinha, sem consultar ningu&#233;m e ouvindo mais o que o meu interior dizia.</p><p>Por conta disso, lembrei muito da minha adolesc&#234;ncia. No momento mais conturbado da minha vida, eu dividi isso com poucos amigos. Minhas amigas, que me viam todos os dias na escola, n&#227;o sabiam o que acontecia na minha pr&#243;pria casa. A &#250;nica diferen&#231;a &#233; que, hoje, este movimento &#233; uma escolha e n&#227;o a &#250;nica op&#231;&#227;o.</p><p>Durante a minha adolesc&#234;ncia, eu sentia que n&#227;o tinha para onde correr e precisava resolver tudo comigo mesma. Assim fiz por muitos e muitos anos, mas hoje, com muita terapia nas costas, estar em uma fase mais introspectiva &#233; uma decis&#227;o - e at&#233; um reencontro com a minha ess&#234;ncia.</p><p>Fazer meus movimentos sozinha, aproveitando cada pequeno passo no caminho, anda me fazendo bem feliz. Curtindo, processando e digerindo tudo o que vem acontecendo. Focando mais em mim e nos meus. Sendo mais ouvinte, mais atenta aos sinais do Universo e menos a pessoa que grita aos 4 ventos sobre a pr&#243;pria vida.</p><p>&#201; bom perceber que, mesmo no caos, h&#225; calmaria aqui dentro. H&#225; certeza, decis&#227;o e pertencimento. N&#227;o a lugares ou pessoas, mas &#224; minha pr&#243;pria vida. A quem eu realmente sou.</p><p>Parando para pensar, a comodidade nunca foi minha prefer&#234;ncia. Sempre me libertei dela como pude, mas &#233; bom me sentir c&#244;moda no meu corpo e na vida que decidi viver. Talvez a vida de outras pessoas seja mais incr&#237;vel, mais frut&#237;fera, mas a minha &#233; minha - e isso, pelo menos por ora, me basta.</p><p>Eu sempre me comparei muito com os outros, mas cada um tem a vida que tem por uma s&#233;rie de fatores. Minha vida poderia ter sido muito diferente se eu n&#227;o tivesse nascido no interior, se os meus pais fossem ricos de ber&#231;o e diversas outras vari&#225;veis que, felizmente (ou infelizmente), n&#227;o ocorreram.</p><p>A verdade &#233; que, depois de muitos anos, eu consigo perceber que sou quem eu sempre quis ser e a melhor pessoa que pude me tornar com tudo o que a vida me ofertou. Eu n&#227;o sou a pessoa mais realizada do mundo profissionalmente, mas eu tive tantas experi&#234;ncias profissionais boas que eu n&#227;o ouso reclamar. Eu n&#227;o tenho a mesma conta banc&#225;ria que meu irm&#227;o tinha na minha idade, mas j&#225; vivo uma vida confort&#225;vel, me permitindo viver todas as experi&#234;ncias que est&#227;o ao meu alcance. Talvez eu nunca more em outro lugar al&#233;m do Rio Grande do Sul, mas viajo com muito mais frequ&#234;ncia do que a maioria das pessoas que eu conhe&#231;o.</p><p>Cada um vive a sua vida como bem entende. O que &#233; importante para voc&#234; pode n&#227;o ser para mim - e tudo bem. Se comparar, independente de com quem for, &#233; uma crueldade e uma injusti&#231;a consigo mesmo. N&#227;o d&#225; para comparar vidas e hist&#243;rias que, desde o princ&#237;pio, s&#227;o diferentes. A vida de cada um &#233; um misto de sorte, escolhas e destino. Eu n&#227;o sei se voc&#234; precisa ouvir isso, mas eu confio que, assim como eu, voc&#234; tamb&#233;m fez o seu melhor com o que tinha &#224; disposi&#231;&#227;o.</p><p>Continue assim &#128420;</p><div><hr></div><h3>Vamos falar de Bridgerton?</h3><p>Como eu n&#227;o quero deixar voc&#234;s &#243;rf&#227;os de uma opini&#227;o impopular minha, eu preciso confessar uma coisa: apesar de AMAR todas as temporadas de Bridgerton, eu me irritei MUITO com a &#250;ltima.</p><p>Na minha cabe&#231;a, durante a maioria dos epis&#243;dios, s&#243; se passava um &#250;nico pensamento: se a Sophie e o Benedict tivessem sido honestos e conversado desde o princ&#237;pio, metade da s&#233;rie sequer existiria.</p><p>Eu sei, eu sei, &#233; justamente por isso que a hist&#243;ria tem gra&#231;a, mas, na vida real, eu seria a primeira amiga da Sophie a brigar com ela. Poxa, sentem como dois adultos e conversem direito!</p><p>Eu sei tamb&#233;m que &#233; mais f&#225;cil falar do que fazer. Eu mesma, me afastei em sil&#234;ncio de algumas pessoas, porque tem conversas que a gente prefere evitar, mas quando a gente precisa da verdade - como ambos precisavam - n&#227;o tem outra solu&#231;&#227;o.</p><p>A verdade &#233; que, mesmo sendo uma hist&#243;ria narrada h&#225; muitos e muitos anos atr&#225;s - mais especificamente de 1813 a 1827 (sim, eu me prestei a pesquisar) -, os problemas seguem sendo os mesmos: n&#243;s, seres humanos, dotados de racioc&#237;nio e intelig&#234;ncia, ainda preferimos tirar conclus&#245;es precipitadas ao inv&#233;s de fazermos perguntas direcionadas, que podem n&#227;o conter as respostas que queremos ouvir.</p><p>Tudo isso pelo simples fato de, al&#233;m do nosso QI, termos sentimentos - e s&#227;o eles que regem a maior parte da nossa vida.</p><p>Apesar da irrita&#231;&#227;o, eu entendo a Sophie e o Benedict e, sendo sincera, acho que simplesmente me projetei na hist&#243;ria. Em situa&#231;&#245;es similares, o meu final n&#227;o foi t&#227;o feliz quanto o deles e, por isso, apesar de tudo, eu fico com a fic&#231;&#227;o (dessa vez).</p><div><hr></div><p>Voc&#234;s pensaram que eu n&#227;o ia voltar, n&#233;? Pode falar a verdade!</p><p>N&#227;o julgo, tem dias que at&#233; eu penso que n&#227;o vou, mas cumpri com a minha promessa e, para felicidade geral da na&#231;&#227;o, eu j&#225; tenho mais textos escritos. Pois &#233;, pois &#233;: tragam um pr&#234;mio &#127942;</p><p>Espero que voc&#234;s tenham uma semana linda pela frente e que, nos pr&#243;ximos dias, nos encontremos de novo!</p><p>Com muito carinho,</p><p>J&#250;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quando a inspiração vem até no pão com ovo...]]></title><description><![CDATA[&#201; porque tem muita coisa para ser dita!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/quando-a-inspiracao-vem-ate-no-pao</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/quando-a-inspiracao-vem-ate-no-pao</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 00:43:41 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/9f5c6178-6944-4766-89c3-37f9203646b3_612x816.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria muito voltar a escrever, mas nenhum assunto me parecia bom o suficiente para retornar.</p><p>At&#233; que eu pensei no meu caf&#233; da manh&#227;.</p><p>Durante anos, eu detestei ovo no caf&#233; da manh&#227;. Ia para hot&#233;is e pensava &#8220;como algu&#233;m consegue comer ovo de manh&#227;?&#8221;. At&#233; que, um belo dia, enquanto organizava as mesas da formatura da minha melhor amiga de inf&#226;ncia, a dinda dela revela que estava comendo ovo diariamente, inclusive no caf&#233; da manh&#227;. Bastou um &#8220;tenta, faz bem&#8221; para me convencer a tentar.</p><p>N&#227;o sei exatamente em que dia pensei em fazer a receitinha que eu fiz, mas p&#227;o, ovo mexido com requeij&#227;o e uma fatia de queijo na air fryer virou o meu caf&#233; da manh&#227; preferido.</p><p>Enquanto eu fazia meu caf&#233; h&#225; algumas semanas atr&#225;s, pensei:</p><div class="pullquote"><p>Como a gente muda tanto em t&#227;o pouco tempo?</p></div><p>E a verdade &#233; que aquilo que era um h&#225;bito at&#233; ontem pode deixar de ser na manh&#227; seguinte. Foi assim comigo e pode ser assim com voc&#234;.</p><p>Antes de formar uma ideia, seja ela sobre caf&#233; da manh&#227; ou a vida alheia, teste. Pode ser que voc&#234; seja uma pessoa diferente hoje e o que n&#227;o fazia sentido - e at&#233; causava repulsa - pode se tornar parte do seu cotidiano.</p><div><hr></div><h3>E as reflex&#245;es sobre o caf&#233; da manh&#227; foram ainda mais longe&#8230;</h3><p>Eu sempre fui a pessoa que pensava:</p><div class="pullquote"><p>Como um casal passa 10, 20, 30 anos juntos sem enjoar um da cara do outro?</p></div><p>At&#233; que foi em um simples &#8220;<em>eu acho que nunca vou enjoar de comer meu caf&#233; da manh&#227;</em>&#8221; que eu me dei conta que &#233; mais simples do que parece.</p><p>Aqui, como sempre, somos honestas o suficiente para admitir que nem sempre a comodidade &#233; perfeita. As vezes, ela s&#243; &#233;&#8230;c&#244;moda. Um &#8220;<em>n&#227;o tem porque mexer em time que est&#225; ganhando</em>&#8221; ou, ao menos, que n&#227;o est&#225; incomodando.</p><p>O ponto &#233; que a gente faz quest&#227;o de repetir aquilo que faz bem e, com o tempo, tamb&#233;m se torna confort&#225;vel, conhecido e - se me permitem a repeti&#231;&#227;o - c&#244;modo.</p><p>N&#227;o, a comodidade n&#227;o &#233; algo ruim. Nada como uma amizade de anos ou um casamento duradouro para nos lembrar que a tranquilidade que a comodidade traz &#233; essencial para nossa sanidade mental.</p><p>A comodidade &#233; comumente vista como algo ruim, mas nem sempre a gente precisa querer sair da zona de conforto. As vezes, a zona de conforto &#233; tudo o que precisamos. </p><blockquote><p>As vezes, a zona de conforto &#233; tudo o que n&#227;o tivemos - e tudo o que mais queremos.</p></blockquote><p>A comodidade &#233; aquela faca de 2 gumes. 2 pesos, 2 medidas. Para uns, ela vai estar atrelada &#224; nostalgia, &#224; estagna&#231;&#227;o. Para outros, ela vai remeter ao conforto, ao sentimento de lar - que, como j&#225; falamos v&#225;rias vezes por aqui, n&#227;o &#233; um local fixo. E, se voc&#234; tiver sorte, voc&#234; vai conhecer os dois lados desse sentimento.</p><p>Como n&#227;o falamos desde o in&#237;cio do ano (para n&#227;o confessar que n&#227;o escrevo h&#225; muito mais tempo do que isso), desejo que o seu 2026 seja c&#244;modo e confort&#225;vel, mas que, se sentir a estagna&#231;&#227;o batendo na porta, que esta mesma comodidade te impulsione para novos caminhos.</p><p>Que voc&#234; abrace a comodidade esse ano - seja para te empurrar para frente, seja para permanecer onde est&#225;!</p><div><hr></div><p>Eu sei, eu sei, eu sumi. </p><p>Desde a &#250;ltima newsletter, muita - MUITA - coisa mudou por aqui. </p><p>Escrever sempre fez parte de mim e, como voc&#234;s sabem, quanto mais afastada eu estou da escrita, mais longe eu estou de mim. </p><p>Com essa percep&#231;&#227;o (e algumas sess&#245;es de terapia nesse meio tempo), decidi mudar e voltar para o nosso cantinho &#128420;</p><p>Espero que me aceitem de volta e n&#227;o desistam de mim. Obrigada, de nada!</p><p>Al&#233;m disso, prometo voltar em breve - eu juro.</p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Uma viagem pode mudar tudo. ]]></title><description><![CDATA[E talvez mude - daqui um tempo!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/uma-viagem-pode-mudar-tudo</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/uma-viagem-pode-mudar-tudo</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 27 Jul 2025 23:38:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/74115688-cd80-4c61-b024-eea41dadfe65_612x1088.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Depois de algumas semanas sumida, eu voltei. </p><p>Deixem-me explicar: as &#250;ltimas semanas n&#227;o foram das mais f&#225;ceis. Daquelas que a agenda fica t&#227;o apertada, que os prazos v&#227;o se acumulando e a gente quase n&#227;o d&#225; conta.</p><p>Na verdade, por mais incr&#237;vel que tenha sido a &#250;ltima semana, este &#233; o primeiro momento que fico sozinha comigo mesma para refletir sobre tudo o que andou acontecendo aqui - e quando eu falo &#8220;aqui&#8220;, eu falo por dentro. </p><p>Antes de ir viajar (para quem n&#227;o sabe, eu fui para Minas Gerais ver a minha irm&#227; e os meus sobrinhos depois de 2 anos e meio sem v&#234;-los), eu fui atingida por um story da deusa @<a href="https://www.instagram.com/thamireshauch/?hl=pt-br">thamireshauch</a>. Neste story, ela falava sobre maturidade. <strong>A suposta &#8220;apatia&#8220; que eu vinha sentindo h&#225; algum tempo nada mais era do que a t&#227;o querida maturidade batendo na minha porta. </strong></p><p>N&#227;o &#233; que eu n&#227;o sinta. Que me perdoem os que n&#227;o acreditam em signos, mas eu sou escorpiana: eu sinto tudo - e mais um tanto. Eu, simplesmente, comecei a entender que nem tudo vai sair como o esperado e isso nada mais &#233; do que a vida simplesmente acontecendo.</p><p>Foi bom que esse pensamento tenha vindo antes da viagem: algumas coisas n&#227;o sa&#237;ram como eu planejei, mas foram igualmente boas. N&#227;o que eu n&#227;o tenha ficado sentida por isso (pois eu fiquei, meu signo em &#225;gua fala mais alto do que eu), mas eu entendi que tem coisas que precisam acontecer exatamente como elas acontecem. </p><p>E, adivinhem? T&#225; tudo bem!</p><p>Talvez o prop&#243;sito dessa viagem tenha sido muito maior do que eu conseguia pensar antes. Vem c&#225; que eu te conto mais!</p><div><hr></div><p>O objetivo principal da viagem, na verdade, era matar a saudade da minha irm&#227; e do meu afilhado, bem como conhecer o meu sobrinho mais novo. </p><p>Minha irm&#227; &#233; 12 anos mais velha do que eu e isso me ensinou um tanto. Desde os meus 5 anos, eu preciso me despedir dela. Com 17 anos, ela saiu de casa para estudar e, na verdade, nunca mais voltou realmente. </p><p>Minha irm&#227; sempre teve um senso de liberdade que eu demorei para entender. Se me permitem falar de signos, ela &#233; sagitariana - e faz total sentido. <strong>Me despedir dela sempre foi muito dif&#237;cil e aqui fica o aprendizado 1: isso n&#227;o mudou.</strong> </p><p>A quest&#227;o &#233; que a minha irm&#227; me arrumou um problema maior: agora, al&#233;m de me despedir dela, eu preciso me despedir de 2 seres humaninhos que s&#227;o os grandes amores da minha vida. Em resumo, nada f&#225;cil!</p><p>Vi uma trend nos reels que fala que &#8220;<strong>ningu&#233;m te avisa do amor que voc&#234; vai sentir pelos filhos dos seus irm&#227;os</strong>&#8220; e isso &#233; T&#195;O real. Eu sempre quis MUITO ser tia. Por muitos anos, eu n&#227;o queria ser m&#227;e - e vamos voltar nesse t&#243;pico em seguida -, mas SEMPRE quis ser tia. Eu sentia que era a minha voca&#231;&#227;o, sabe? E isso s&#243; se provou ainda mais certo agora. </p><p>Eu briguei com meu afilhado como se f&#244;ssemos 2 crian&#231;as de 6 e 12 anos? Briguei, mas, em minha defesa, eu sou a ca&#231;ula e ele &#233; o que mais se assemelha a um irm&#227;o mais novo - mesmo eu dizendo pra ele que n&#227;o sou &#8220;que nem uma irm&#227; mais velha&#8221; e que ele me deve respeito &#129325;</p><p>Mas a verdade &#233; que eu amo ser tia e dinda. <strong>O que ningu&#233;m fala sobre esse amor todo &#233; que, quando eles moram longe, esse sentimento costuma transbordar em saudade - acompanhado de muitas l&#225;grimas. </strong></p><p>J&#225; perdi a conta de quantas vezes chorei s&#243; hoje - o que inclui uma choradinha depois de fazer xixi no banheiro do shopping p&#243;s almo&#231;o com eles. Por exemplo, nesse exato momento, eu estou chorando escrevendo diretamente do Aeroporto de Guarulhos. </p><p>Ningu&#233;m nos conta que n&#227;o &#233; s&#243; o amor dos irm&#227;os que &#233; inesquec&#237;vel. As minhas melhores lembran&#231;as da inf&#226;ncia t&#234;m meus irm&#227;os nelas e &#233; inevit&#225;vel querer repetir isso com aqueles que s&#227;o a vers&#227;o mais nova de quem seus irm&#227;os foram um dia. <strong>Nestas horas, eu posso dizer que entendo a dor e a del&#237;cia de ser quem eu sou: amar e ser amada por tr&#234;s pessoinhas que moram h&#225; muitos quil&#244;metros de dist&#226;ncia de mim.</strong></p><p>Quem dera eu morasse mais perto.</p><p>Quem sabe isso acontece um dia&#8230;</p><div><hr></div><p>Agora, vamos voltar ao t&#243;pico: querer ser m&#227;e!</p><p>Se eu tivesse que definir essa viagem em uma &#250;nica palavra, eu diria &#8220;anticoncepcional&#8220;.</p><p>Explico: eu amo meus sobrinhos com TODAS as minhas for&#231;as, mas eu, definitivamente, n&#227;o sirvo para ser m&#227;e.</p><p>No 1&#186; dia, eu j&#225; tinha perdido as contas de quantos &#8220;m&#227;e, m&#227;e&#8220; (assim mesmo, duplo) que eu escutei. Qualquer coisa que eu tentava fazer que exigia um m&#237;nimo de concentra&#231;&#227;o, eu era obrigada a desistir nos 5 minutos seguintes. Trabalhar durante essa semana foi, sem d&#250;vida alguma, um desafio. </p><p>&#201; &#243;bvio que meus prazos est&#227;o atrasados e essa semana eu vou precisar correr para dar conta de tudo. Me arrependo? Nem uma v&#237;rgula. Como eu disse, eu amo eles com todo meu cora&#231;&#227;o, s&#243; descobri que n&#227;o quero mais ser m&#227;e. </p><p>Eu sei que n&#227;o &#233; preciso abandonar um lado da vida para sustentar o outro. D&#225; para ser m&#227;e e bem sucedida - tenho v&#225;rios exemplos pr&#243;ximos, inclusive -, mas ser m&#227;e &#233; abdicar de muita coisa em prol de outro ser e eu n&#227;o sei se quero isso (porque pronta eu tenho certeza que n&#227;o estou).</p><p>Ser m&#227;e exige uma paci&#234;ncia, uma habilidade quase inata, que eu percebi que n&#227;o tenho. Acompanhei uma semana da vida da minha irm&#227; e entre amamenta&#231;&#227;o, todos os &#8220;m&#227;e, m&#227;e&#8221; e noites mal dormidas, eu percebi que n&#227;o conseguiria lidar com isso. Eu amo crian&#231;as, mas n&#227;o sei se estou disposta a trocar tudo o que eu fa&#231;o - o que inclui coisas simples, como ler p&#225;ginas e p&#225;ginas de livros sem ser interrompida por choros - pelo papel de m&#227;e.</p><p>Nos &#250;ltimos anos, eu pensei seriamente que queria ser m&#227;e, mas venho repensando isso h&#225; algum tempo. Diferentemente de casamento, que sigo firme na ideia de n&#227;o casar (mas isso &#233; papo para outra edi&#231;&#227;o), a ideia de ser m&#227;e n&#227;o foi uma constante por aqui. Acho incr&#237;vel a experi&#234;ncia de ser m&#227;e, ver um serzinho crescendo dentro de ti e tudo mais. Nada disso me assusta, inclusive, acho fant&#225;stico, mas presenciar tudo o que vem depois disso: SENHOR!</p><p>N&#227;o &#233; pra mim. N&#227;o por ora. Talvez nunca. </p><p>P.S.: Desculpa, m&#227;e. Te ver como av&#243; de novo seria lindo, mas tudo bem se o neto for um pet?</p><div><hr></div><p>Algumas outras (muitas) coisas foram pensadas - e repensadas - nessa viagem, mas eu acho que podemos deixar para uma pr&#243;xima edi&#231;&#227;o. </p><p>N&#227;o tem mais l&#225;grima dentro de mim para render assunto na edi&#231;&#227;o de hoje, mas eu consegui liberar um pouquinho do meu cora&#231;&#227;o aqui - e isso significa muito pra mim &#128420;</p><p>Voc&#234;s sabem o quanto eu amo falar com voc&#234;s por aqui. Mais uma vez: obrigada por seguirem comigo!</p><p>Eu prometo que, nas pr&#243;ximas semanas, esse projeto vai ser retomado com fidelidade - que eu, como boa escorpiana, tenho de sobra &#128540;</p><p>Agora, eu me despe&#231;o, porque tenho uma fila de embarque para entrar. </p><p>Portinho, logo, logo, estou chegando - e com o Sol em Le&#227;o me deixando imposs&#237;vel (no bom sentido)!</p><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A última sessão de terapia...]]></title><description><![CDATA[E a 1&#170; edi&#231;&#227;o depois disso!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/a-ultima-sessao-de-terapia</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/a-ultima-sessao-de-terapia</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 29 Jun 2025 01:00:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/aad337eb-6571-4f0a-b6fe-6e64493923e9_2995x3187.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Voc&#234; vai ler isto no s&#225;bado, mas enquanto eu escrevo isto, <strong>ainda &#233; ter&#231;a-feira. </strong></p><p>Ter&#231;a-feira, &#224;s 21h40, eu me encontro sentada na minha escrivaninha, entre l&#225;grimas, escrevendo sobre a minha &#250;ltima sess&#227;o de terapia. Ao menos, pelos pr&#243;ximos 3 meses.</p><p>N&#227;o, n&#227;o recebi alta. N&#227;o, tamb&#233;m n&#227;o &#233; sequer uma tentativa disso. Minha psic&#243;loga est&#225; para ganhar uma bebezinha e come&#231;ar um novo cap&#237;tulo da vida dela - e acho que na minha tamb&#233;m. </p><p><strong>O que nem eu, nem ela esper&#225;vamos, era que eu seria t&#227;o honesta justo na nossa &#250;ltima sess&#227;o de terapia. </strong></p><p>Em 5 anos de terapia com ela, eu chorei uma &#250;nica vez. Hoje, mesmo com a garganta apertada, a voz embargada e a &#226;nsia vindo em ondas, eu n&#227;o derramei uma l&#225;grima. </p><p>At&#233; que eu apertei o bot&#227;o &#8220;sair&#8220;.</p><p>Desde ent&#227;o, me encontro no que a minha amiga <span class="mention-wrap" data-attrs="{&quot;name&quot;:&quot;Let Luzbel&quot;,&quot;id&quot;:75446806,&quot;type&quot;:&quot;user&quot;,&quot;url&quot;:null,&quot;photo_url&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/f05f5855-e56b-4d94-ba09-3fbff8afa274_1408x1248.jpeg&quot;,&quot;uuid&quot;:&quot;75a3094d-3a50-40d7-ac66-8754a4ffdef1&quot;}" data-component-name="MentionToDOM"></span> - e o Vaticano - chamou de &#8220;<a href="https://aleticialuzbel.substack.com/p/lets-talk-o-dia-em-que-eu-atravessei">Sala de L&#225;grimas</a>&#8220;. Nas palavras dela:</p><blockquote><p><em>Essa sala fica logo atr&#225;s da Capela Sistina. &#201; onde o papa rec&#233;m-eleito vai, sozinho, antes de se apresentar ao mundo. Oficialmente, &#233; um lugar para trocar de roupa. Mas, com o tempo, ela se transformou em algo maior: um espa&#231;o onde &#8220;um homem se torna algo mais do que ele era&#8221;. Onde ele pode silenciar, rezar, chorar... Onde, sozinho, ele pode simplesmente sentir.</em></p></blockquote><p>A minha Sala de L&#225;grimas, neste momento, &#233; o meu apartamento inteiro. Na verdade, desde que cheguei em Porto Alegre, em meados de agosto de 2018, este lugarzinho &#233; a minha pr&#243;pria Sala de L&#225;grimas. </p><p>Al&#233;m das infinitas sess&#245;es de terapia feitas aqui, n&#227;o foram poucas as l&#225;grimas que este lugar me viu chorar: a not&#237;cia do c&#226;ncer do meu pai, a morte da minha tia-av&#243;, a morte da minha av&#243;, a saudade da minha irm&#227; e dos meus sobrinhos, o fim de algumas amizades, o t&#233;rmino de alguns (muitos) &#8220;quase algo&#8221;. </p><p>Dificilmente, eu choro de felicidade. Nestas horas, eu, como boa neta dos meus av&#243;s, prefiro comemorar. Estourando espumantes, dan&#231;ando em alguma festa ruim, comendo algo que eu amo. Em companhia. </p><p>Agora, quando o assunto &#233; sentir, eu prefiro a solid&#227;o. Dificilmente, algu&#233;m me ver&#225; chorando. Esse choro de solu&#231;ar, que alivia ao mesmo tempo que faz sentir, &#233; para poucos. Na grande maioria das vezes, s&#243; para mim.</p><p>Desde muito pequena, eu fecho a porta do meu quarto e fico s&#243;. Derramo uma quantidade absurda de l&#225;grimas para, no dia seguinte, n&#227;o restar nem vest&#237;gios da tristeza. Mesmo assim, ela j&#225; me pegou em cheio. Mais precisamente, 3 vezes. </p><p>Talvez soe estranho para algu&#233;m que me v&#234; pelo Instagram, me perceber nestas palavras. C&#225; est&#225; o meu maior segredo: <strong>enquanto o mundo desaba aqui dentro, a estrutura permanece inabal&#225;vel </strong>- talvez pare&#231;a at&#233; mais forte do que em qualquer outro momento. </p><p>A diferen&#231;a &#233; que, nessa ter&#231;a-feira, eu me permiti desabar. </p><p>Assumi os meus medos e traumas em voz alta. Confessei que, com a cabe&#231;a t&#227;o carregada, s&#243; resta espa&#231;o para imaginar - numa tentativa de prevenir - o pr&#243;ximo caos. Coloquei em palavras os meus sentimentos. Despejei em l&#225;grimas o que estava preso aqui dentro. Me permiti ser vulner&#225;vel, mesmo que s&#243; para mim, como n&#227;o fazia h&#225; muito tempo. </p><p>Mais do que isso, coloquei em pr&#225;tica algumas das coisas que prometi para a minha psic&#243;loga que vou fazer nestes pr&#243;ximos meses: estipulei limites e chamei algu&#233;m para conversar. </p><p>Eu, que sempre fui t&#227;o confiante, me sentia t&#227;o merecedora de tudo o que a vida podia me proporcionar, confessei que j&#225; n&#227;o sou mais essa pessoa. Depois de tantas decep&#231;&#245;es, fica dif&#237;cil acreditar. Eu sei, eu sempre escrevo de um forma t&#227;o positiva, mas a verdade &#233; que eu escrevo muito mais para voc&#234;s do que para mim mesma. </p><p><strong>Essa edi&#231;&#227;o, diferentemente de tantas outras, &#233; para mim. </strong></p><p>&#201; um di&#225;rio. Uma sess&#227;o de terapia aberta - e talvez v&#227;o haver mais dessas por aqui pelos pr&#243;ximos 3 meses. </p><p>Hoje, eu me permiti ser fraca (e franca). Me permiti aceitar que, entre a J&#250;lia de 16 anos e a J&#250;lia de quase 26, h&#225; quase um abismo. Existem muitas vers&#245;es de uma mesma pessoa neste meio. Existe tudo o que eu deixei de ser, tudo o que eu me tornei e tudo o que eu ainda sou. </p><p>Em um dos epis&#243;dios da minha s&#233;rie do momento (sim, eu prometi que ia falar sobre ela na pr&#243;xima edi&#231;&#227;o), Ginny &amp; Georgia, eu consegui me ver. No momento que a Ginny olha para o Marcus e fala: <em><strong>I&#8217;m broken</strong></em> (&#8220;<em>estou quebrada</em>&#8220;).</p><p>Naquele momento, eu entendi que toda essa ruptura come&#231;ou h&#225; muito tempo atr&#225;s, talvez quando eu tinha a mesma idade da Ginny (e todo mundo vai passar por ela em algum momento). Querendo ou n&#227;o, viemos a este mundo para isso: sentir - e sentir exige se permitir a falha, a quebra, o erro. </p><p>Aos poucos, a vida vai nos quebrando e reconstruindo. &#201; dif&#237;cil admitir que a frase que uma amiga me disse h&#225; dias atr&#225;s faz sentido desde a minha adolesc&#234;ncia: &#8220;<em>teu repert&#243;rio n&#227;o te favorece confiar ou ter f&#233;</em>&#8220;. A verdade &#233; que, na idade da Ginny, eu n&#227;o tinha a compreens&#227;o que eu tenho hoje. Quase 10 anos depois, eu entendo que tudo o que acontece deixa marcas. Algumas na pele, outras no cora&#231;&#227;o. </p><p>Hoje, eu coloco para fora algumas delas.</p><p>Mesmo assim, eu sigo em frente, especialmente quando eu percebo que &#233; gra&#231;as &#224;s minhas quebras que eu consigo entender a dos outros. &#201; por isso que, ao mesmo tempo, uma outra amiga me disse que eu sou a pessoa que ela conhece que mais ama a vida. Mesmo com todas as tristezas, n&#227;o tem um dia que eu n&#227;o queira estar aqui. Mesmo consciente de todos os meus medos, de todas as decep&#231;&#245;es, de todas as causas que ainda v&#227;o me fazer chorar muito, eu sempre quero estar aqui. Para rir, chorar, sentir, ser. Tudo isso porque, <strong>na mesma propor&#231;&#227;o das decep&#231;&#245;es, sempre haver&#227;o alegrias.</strong> </p><p>Eu s&#243; n&#227;o me permiti sentir as decep&#231;&#245;es mais recentes o suficiente. </p><p>Fui acumulando todas em um cantinho de mim at&#233; que, hoje, elas quiseram sair para fora. Talvez agora, eu esteja em uma fase de assumir que a vida realmente n&#227;o me favoreceu nos &#250;ltimos tempos. Talvez eu s&#243; precise de tempo para pensar em tudo com calma. </p><p><strong>Por hoje, vou me permitir simplesmente sentir. </strong></p><p>Em breve, eu retorno com um &#8220;<em>algo mais do que (&#8230;) era</em>&#8220;<em>. <br></em>E ser&#225; algo lindo. </p><p>(A J&#250;lia de s&#225;bado tem certeza absoluta disso!)</p><div class="pullquote"><p>&#8220;Ent&#227;o, da pr&#243;xima vez que voc&#234; se encontrar diante de um grande ponto de transforma&#231;&#227;o &#8212; seja uma alegria, uma perda ou simplesmente uma mudan&#231;a de estado &#8212;, reserve um tempo para desacelerar e saborear esse momento. Lembre-se de que a Sala das L&#225;grimas existe por um motivo, e que sua passagem por ela &#233; o primeiro passo para se tornar quem voc&#234; est&#225; destinada(o) a ser.&#8221;</p></div><p>O trechinho acima, que uso para encerrar a edi&#231;&#227;o de hoje, &#233; oriundo da tradu&#231;&#227;o feita pela Let do post que a inspirou a falar sobre a Sala de L&#225;grimas. Caso voc&#234; queira ler ele tamb&#233;m, &#233; s&#243; clicar <a href="https://www.theculturist.io/p/why-you-need-to-slow-down?r=18x34m&amp;utm_campaign=post&amp;utm_medium=web">aqui</a>!</p><p>Mesmo que esta seja uma edi&#231;&#227;o di&#225;rio, eu sigo extremamente comprometida com as fontes &#128521;</p><div><hr></div><p>N&#227;o fiquem assustados: est&#225; tudo bem! Esse &#233; s&#243; um lado dessa mesma J&#250;lia, que muitas pessoas desconhecem.</p><p>N&#227;o pensem que foi f&#225;cil colocar em palavras tudo o que eu estou sentindo, mas foi extremamente necess&#225;rio. Escrever &#233; parte de quem eu sou - e eu sou um tanto de coisas. </p><p>Obrigada a todos(as) que leram at&#233; aqui. Eu sei que sempre posso confiar meus desabafos, ansiedades e devaneios a voc&#234;s &#128420;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Onde não houver amor, plante!]]></title><description><![CDATA[O que uma ida na missa - com teor alc&#243;olico elevado - me fez escrever.]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/onde-nao-houver-amor-plante</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/onde-nao-houver-amor-plante</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Mon, 23 Jun 2025 01:30:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/070d0ce0-c41f-4661-ab97-e964ec93c697_956x1280.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei, eu sei.</p><p>Sumi por quase 2 semanas e muita coisa aconteceu por aqui. <strong>N&#227;o, infelizmente, eu sigo solteira.</strong> Isso n&#227;o mudou &#128514;</p><p>Na semana passada, o motivo da minha aus&#234;ncia, al&#233;m de uma semana de muito trabalho, como foi nesta, foi o Numanice. </p><p>Para uma f&#227; da <em>Ludmilla</em> desde a &#233;poca ca&#243;tica de <em>Mc Beyonc&#233;</em>, o Numanice &#233; - em sentido literal e figurado - um evento. Do funk ao pagode: sempre com a <em>Lud</em>.</p><p>Cheguei sozinha e fiquei assim por algumas poucas m&#250;sicas at&#233; ver a minha prima no meio da multid&#227;o. Foi um momento &#243;timo para respirar fundo, deixar a sensa&#231;&#227;o de p&#226;nico (pela quantidade de gente) ir embora e me convencer de que seria &#243;timo estar ali. Eu realmente queria viver aquilo e n&#227;o deixaria a ansiedade, que vem me acompanhando h&#225; algumas semanas (mas isso vai ser tema de outra edi&#231;&#227;o), ou o p&#226;nico me tirarem dali.</p><p>Assim que encontrei a minha prima, vivemos essa experi&#234;ncia juntinhas e nem a chuva - que pegou pesado - nos levou embora. Era anivers&#225;rio da minha prima e ficamos at&#233; o final, como boas jovens garotas (algo bem raro para mim, mas padr&#227;o para ela). </p><p>A parte de chegar em casa ensopada, com frio e com os dedos t&#227;o gelados, que eu n&#227;o conseguia abrir a porta, eu deixo para contar na mesa de um bar. De toda forma, acho que estou perdoada por n&#227;o ter aparecido aqui semana passada, n&#233;?</p><div><hr></div><h2>Onde n&#227;o houver amor, plante!</h2><p>Eu pensei em MUITOS temas para a edi&#231;&#227;o dessa semana, mas esse falou mais alto comigo.</p><p>Ontem, depois do Ch&#225; de Panela de uma das minhas melhores amigas da vida (sim, estou entrando na era dos casamentos, j&#225; com saudade da era das formaturas), que me rendeu algumas ta&#231;as de espumantes - gra&#231;as a amizade que fiz com a gar&#231;onete - e shots de Bananinha, eu fui para a Missa. Isso mesmo que voc&#234; leu.</p><p>Se o padre bebe vinho durante o trabalho, eu posso ir um pouquinho alcoolizada ouvir ele tamb&#233;m &#129335;&#127995;&#8205;&#9792;&#65039;</p><p>Devo confessar que n&#227;o sei se foi o teor alco&#243;lico no meu corpo ou se a homilia estava realmente boa, mas o padre conseguiu prender a minha aten&#231;&#227;o (entre algumas piscadas mais longas), assim como a hist&#243;ria do cardeal que ele contou.</p><p>Em resumo, o padre contou a hist&#243;ria do cardeal <em>V&#259;n Thu&#7853;n</em>, que ficou 13 anos da sua vida preso, 9 deles em solit&#225;ria. Mesmo na solit&#225;ria, ele celebrou missas com um pouco de vinho (que recebia da fam&#237;lia em frascos de rem&#233;dio para o est&#244;mago), peda&#231;os de p&#227;o sem fermenta&#231;&#227;o e &#225;gua, assim como converteu alguns dos guardas que o supervisionavam.</p><p>A moral da hist&#243;ria - ao menos na homilia do padre - foi sobre o amor que <em>V&#259;n Thu&#7853;n</em> entregou a Deus e aos demais, ainda que de dentro da solit&#225;ria. As palavras do padre d&#227;o t&#237;tulo &#224; edi&#231;&#227;o de hoje, mas repito (nas minhas pr&#243;prias palavras):</p><blockquote><p><em>N&#227;o adianta esperar amor se voc&#234; n&#227;o planta isso. Onde n&#227;o houver amor, plante amor! Sempre haver&#225; muitas pessoas reclamando a nossa volta. Existe um livro s&#243; para elas na B&#237;blia, que se chama &#8220;Lamenta&#231;&#245;es&#8220;. Mesmo nestes cora&#231;&#245;es, plante amor.</em></p></blockquote><p>Lembrei da minha av&#243; paterna nesse momento. Talvez por ter estado no Ch&#225; da minha amiga, com as duas av&#243;s dela presentes. Talvez por ter falado muito da minha tia av&#243; na &#250;ltima semana. Talvez por ter recordado que n&#227;o tenho mais nenhuma comigo. Talvez porque eu sempre lembro dela quando escuto sobre plantar amor onde n&#227;o h&#225;.</p><p>Lembro dela n&#227;o por ela ter me ensinado isso, mas por ela ter sido uma das pessoas que mais me esforcei para plantar amor. Minha av&#243; era uma pessoa dif&#237;cil, que nunca soube dar amor (na forma que imaginamos) aos filhos. Ela tinha uma frase que dizia &#8220;<em>filhos da minha filha, meus netos s&#227;o; filhos dos meus filhos, meus netos talvez ser&#227;o</em>&#8221;. Desde o momento que eu entendi o significado - e o peso - dessa frase, eu entendi que nossa rela&#231;&#227;o n&#227;o seria o imaginado entre uma av&#243; e sua neta.</p><p>Eu me esforcei muito para dar amor para a minha av&#243;. Fui visitar ela muitas vezes; comprei o livro que ela queria (e eu nunca soube se ela leu); comprei um batom igual ao meu, que ela elogiou, para ela (e nunca soube se ela usou). </p><p>Depois de um tempo, eu desisti. </p><p><strong>A verdade &#233; que o meu maior erro foi ter esperado, por algum tempo, o mesmo em troca.</strong> Foram poucas as liga&#231;&#245;es que recebi da minha av&#243;, menor ainda o n&#250;mero de presentes e visitas que ganhei dela.</p><p>Foi s&#243; quando a minha av&#243; faleceu, que eu percebi uma coisa: <strong>o jeito de amar da minha av&#243; era completamente torto, mas, ainda assim, era o jeito dela de amar. </strong></p><p>No dia do vel&#243;rio dela, as pessoas vinham perguntar se eu era a J&#250;lia, que ela sempre elogiou tanto. Essas mesmas pessoas me diziam que eu era realmente linda, como ela falava. Todas essas pessoas me deram, naquele momento de tristeza, o que eu sempre quis receber dela. </p><p>Naquele instante, est&#225;vamos quites. Usar este termo pode soar estranho, mas n&#227;o me entendam mal. Minha av&#243;, com seu jeito todo torto de amar, n&#227;o entendia o meu. Eu tamb&#233;m levei muito tempo para entender que, toda vez que eu chegava na casa dela e ela elogiava o tamanho da minha bunda com um &#8220;<em>esse &#233; o bund&#227;o das Fleck</em>&#8220;, encontrando alguma semelhan&#231;a entre n&#243;s duas, era uma forma dela de demonstrar amor por mim. </p><p>Pois &#233;, minha av&#243; era uma desbocada de primeir&#237;ssima qualidade - e eu acho que puxei isso dela tamb&#233;m!</p><p><strong>Em um dos dias de maior tristeza para o meu pai, eu recebi a maior demonstra&#231;&#227;o de amor da minha av&#243;. </strong>Ela n&#227;o falava comigo, mas falava de mim para os outros. Meus esfor&#231;os para criar uma rela&#231;&#227;o com ela acabaram n&#227;o criando efetivamente uma rela&#231;&#227;o, mas geraram frutos - e isso fez tudo valer a pena.</p><p>Com tudo isso, eu s&#243; consigo reafirmar algo que j&#225; disse aqui antes, talvez n&#227;o nestas exatas palavras: <strong>sempre vale a pena amar.</strong> Todo amor que a gente d&#225;, sempre vai voltar para a gente. Talvez n&#227;o da mesma forma, talvez n&#227;o da forma que imaginamos, mas sempre volta. </p><p>Por isso, de um jeito meio torto, tal qual a minha av&#243;, eu concordo com o padre: <strong>onde n&#227;o houver amor, plante.</strong> Um dia, ele volta para voc&#234; &#128420;</p><div><hr></div><p>Como essa edi&#231;&#227;o acabou ficando densa, n&#227;o vou me estender mais. </p><p>Tenho um in&#237;cio de pr&#243;xima edi&#231;&#227;o preparado, que fala justamente sobre a s&#233;rie que estou assistindo no momento - e amando. Por isso, voc&#234;s v&#227;o ter que esperar a pr&#243;xima semana para as indica&#231;&#245;es &#128064;</p><p>Espero voc&#234;s aqui na semana que vem - e espero que eu esteja aqui tamb&#233;m!</p><p>Todo mundo rezando hoje &#224;s 23h99, mesmo que alcoolizado, para esta semana ser menos tumultuada que as anteriores. </p><p>Nos vemos (muito) em breve!</p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Não é fácil ser solteira em 2025...]]></title><description><![CDATA[Mas a gente n&#227;o perde a esperan&#231;a - e as risadas!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/nao-e-facil-ser-solteira-em-2025</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/nao-e-facil-ser-solteira-em-2025</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 08 Jun 2025 03:00:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/a46f626a-8e4b-477d-a692-7435406a5d89_3019x2422.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vai ser jogo r&#225;pido, eu prometo. A vida anda tranquila e, com isso, os devaneios se igualam. Inclusive, enviei um &#225;udio para uma amiga essa semana e ela disse algo como:</p><blockquote><p>D&#225; para saber, pelo teu tom de voz, que tu est&#225; bem e feliz - e eu fico muito feliz por isso!</p></blockquote><p>Por conta disso, hoje vou abrir espa&#231;o para um pouquinho mais de humor por aqui&#8230;</p><div><hr></div><h2>A dificuldade que &#233; ser solteira!</h2><p>Essa semana, fui atr&#225;s do Burn Book que minha turma fez quando nos tornamos veteranos. Sim, a l&#225; Meninas Malvadas mesmo!</p><p>O meu dizia, entre tantas coisas, a frase &#8220;<em>ser solteira &#233; ter qualidade de vida</em>&#8220;. J&#225; s&#227;o 25 anos de solteirice por aqui e, por conta disso, acho que tenho liberdade po&#233;tica para fazer este tipo de afirmativa. </p><p>Para quem desconhece a refer&#234;ncia, infelizmente esta frase n&#227;o &#233; de minha autoria (embora eu quisesse muito ter proferido estas palavras), mas oriunda de um cl&#225;ssico entre tr&#234;s divas: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7DTUPW_Hdvo">Simone &amp; Simaria feat. Ludmilla</a>. </p><p>Ter lembrado disso me fez pensar na reclama&#231;&#227;o da minha semana: ser solteira &#233;, na verdade, bem desvantajoso. N&#227;o me interprete mal, eu realmente AMO ser solteira. Desde os 15 anos, sempre falei que s&#243; entraria em um relacionamento se fosse me fazer mais feliz do que eu j&#225; me fa&#231;o sozinha. &#201;, talvez seja um padr&#227;o bem elevado, porque quem me conhece sabe que eu sou naturalmente (muito) feliz, mas seguimos confiantes de que esse relacionamento ainda vai existir - ora&#231;&#227;o por este casal que ainda n&#227;o existe hoje &#224;s 23h99 &#128330;&#65039;</p><p>Mas vamos ao problema: pagar por algo sozinha &#233; muito mais caro. Foi procurando por quartos de hotel que eu me dei conta de que ser solteira &#233;, na verdade, uma desvantagem. Na minha cabe&#231;a, n&#227;o faz sentido que o quarto para 1 pessoa seja o mesmo valor do que para 2. N&#227;o vou tomar caf&#233; da manh&#227; por 2, n&#227;o vou tomar banho por 2 (t&#225;, talvez isso eu fa&#231;a). N&#227;o vou sujar um quarto por 2 pessoas. </p><p>N&#195;O FAZ SENTIDO!</p><p>No momento de colocar os dados do cart&#227;o no site da reserva do hotel, confesso que doeu ser solteira. Assim como quando descobri que um casal que eu amo vai se apresentar no Limonata no Dia dos Namorados (fica a&#237; a dica para os casais) e eu n&#227;o vou poder ir, porque seria completamente deprimente ir SOZINHA assistir o show de um CASAL em pleno DIA DOS NAMORADOS!</p><p>Entendem meu sofrimento desta semana? Se n&#227;o, fiquem felizes que voc&#234;s n&#227;o est&#227;o na situa&#231;&#227;o insalubre que &#233; ser solteira em 2025. O pior &#233; que, segundo minhas pesquisas na fonte mais confi&#225;vel existente na atualidade (o TikTok), est&#225; ruim para todo mundo. Como eu disse para a minha psic&#243;loga, &#8220;<em>quem casou, casou&#8220;</em>. </p><p>&#201;, a solteirice est&#225; o pr&#243;prio mapa da fome. </p><p>Mas se organizar direitinho&#8230;</p><div><hr></div><h2>Vamos falar sobre os fins?</h2><p>Essa quest&#227;o de &#8220;pagar mais caro sendo solteira&#8221; surgiu, na verdade, com a s&#233;rie que eu estava assistindo, mas como &#8220;<em>a arte imita a vida</em>", eu vivenciei ela na mesma semana!</p><p>A s&#233;rie que eu estava viciada se chama &#8220;<em>With Love</em>&#8220; (no nosso portugu&#234;s brasileiro, &#8220;<em>Com Amor</em>&#8220;) e est&#225; dispon&#237;vel no <em>Amazon Prime</em>. Eu estava super empolgada e envolvida com as hist&#243;rias de amor da fam&#237;lia <em>D&#237;az</em>, at&#233; que eu descobri que a s&#233;rie foi cancelada depois da 2&#170; temporada. Sim, todos choram!</p><p>Eu nunca vou saber o que aconteceu com os personagens depois disso - e eu queria muito &#128557;</p><p>O engra&#231;ado &#233; que, pensando nisso, eu me dei conta que n&#227;o adiantaria ficar triste, j&#225; que a vida tem dessas. Tal qual a s&#233;rie, eu tamb&#233;m tenho v&#225;rias hist&#243;rias inacabadas. Pessoas que poderiam ter se tornado algo, mas nunca sa&#237;ram do direct do meu Instagram. Hist&#243;rias que estavam indo t&#227;o bem e, do mais completo nada, acabaram. </p><p>Eu j&#225; deveria estar acostumada com os fins, at&#233; mesmo os mais abruptos, mas eu simplesmente n&#227;o consigo. Da mesma forma que as despedidas sempre foram uma quest&#227;o para mim, a falta delas tamb&#233;m. </p><p>O maior problema n&#227;o &#233; o fim em si, mas o &#8220;<em>e se&#8230;</em>&#8220; que permanece depois de tudo. O &#8220;<em>e se&#8230;</em>&#8220; n&#227;o vai embora, ele fica, perturba, incomoda. Em alguns casos, at&#233; machuca. A verdade &#233; que o &#8220;quase algo&#8220; envolve muitas quest&#245;es: a incerteza da rela&#231;&#227;o em si; a esperan&#231;a de algo a mais, at&#233; porque a inexist&#234;ncia de um fim abre margem para a cren&#231;a em um novo come&#231;o; a conex&#227;o emocional que existiu e permanece; a falta de encerramento; e o sentimento de rejei&#231;&#227;o, s&#227;o s&#243; alguns exemplos. </p><p>Em uma dessas, eu falei para a minha psic&#243;loga que eu n&#227;o conseguia entender isso. No auge da sua sabedoria, ela me disse algo como:</p><blockquote><p>Tu n&#227;o vai entender. N&#227;o cabe a ti entender o que se passa na cabe&#231;a de outra pessoa. Todo mundo tem seus motivos para agir da forma como age e, nestes casos, n&#227;o vamos saber quais s&#227;o. N&#227;o vale a pena gastar tempo e energia com isso. Te resta aceitar e seguir em frente. </p></blockquote><p>E pensa em tarefa dif&#237;cil essa de aceitar e seguir em frente. Para mim, que sou das palavras, &#233; ainda mais complicado. Eu quero explica&#231;&#245;es de tudo - e o Google e o ChatGPT s&#227;o muito bons nisso -, mas n&#227;o quando se tratam de pessoas. Sempre ser&#225; subjetivo e um tanto incompleto, mas acho que todos somos em alguma medida.</p><p>Nos resta aqueles 5 minutinhos de coragem para apertar o &#8220;deixar de seguir&#8221; e o &#8220;remover dos seguidores&#8221; na sequ&#234;ncia, o que equivale a um &#8220;fim&#8220; nos dias atuais. Talvez n&#227;o seja efetivamente, mas basta que assim seja para quem faz.</p><div><hr></div><p>O &#8220;jogo&#8221; hoje era para ter sido at&#233; mais r&#225;pido, mas voc&#234;s sabem: eu me empolgo. </p><p>Espero que voc&#234;s tenham gostado dos devaneios dessa semana!</p><p>Nos vemos novamente na semana que vem - e espero ter experi&#234;ncias melhores p&#243;s Dia dos Namorados para compartilhar por aqui!</p><p>Inclusive, a todos os apaixonados que me leem: aproveitem muito esse climinha de romance, que &#233; t&#227;o lindo e, mesmo sem viver, eu amo tanto. Por aqui, sigo me apaixonando pela vida, at&#233; que a vida ganhe outro nome &#128420;</p><p>At&#233; semana que vem!</p><p></p><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quando as finanças esbarram no futuro...]]></title><description><![CDATA[Um papo honesto entre irm&#227;os, um livro e algumas (muitas) reflex&#245;es!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/quando-as-financas-esbarram-no-futuro</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/quando-as-financas-esbarram-no-futuro</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 01 Jun 2025 03:00:27 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/60f20469-f7bc-480d-9302-3ca6b56f5c8a_696x1200.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Sem querer, essa semana, minha vida girou em torno de finan&#231;as. Retornei a leitura de um livro sobre o assunto, enviei minha declara&#231;&#227;o de imposto de renda, recebi alguns pagamentos que estavam pendentes, analisei as minhas contas.</p><p>Na quarta-feira, comecei meu dia com a not&#237;cia de que meu IRPF tinha duas pend&#234;ncias. Confesso que, nessa hora, caiu a minha ficha de que eu sou realmente adulta. Contudo, todavia, entretanto, n&#227;o me desesperei, porque eu sabia que podia pedir socorro ao adulto premium plus a quem eu confio essas d&#250;vidas: meu irm&#227;o.</p><p>Come&#231;amos a conversar sobre isso e, no meio de demonstrativos de recebimentos e &#8220;j&#225; estou falando com o contador aqui&#8221;, falei para ele que ele tinha que me ajudar mesmo, j&#225; que o livro que estou lendo diz que irm&#227;os ricos normalmente tem irm&#227;os ricos.</p><p>Falei que ele era o meu e ele me respondeu assim:</p><div class="pullquote"><p>Sou organizado, as pessoas hoje em dia, no geral, querem viver o hoje, n&#227;o querem abdicar de certas coisas (&#8230;) e isso cobra um pre&#231;o na frente. Eu prefiro viver com menos e tentar parar de trabalhar as 40 do que ter uma vida que eu fique escravo do trabalho. S&#243; que eu n&#227;o pensava assim com 24 anos.</p></div><p>Devo confessar que fiquei impressionada com a profundidade que o assunto nos levou. Na mesma semana em que chamei ele para perguntar se deveria investir em Renda+ ou se continuava com meus CDBs, eu e meu irm&#227;o tivemos uma conversa honesta sobre futuro.</p><p>O engra&#231;ado, para mim, n&#227;o foi nem falarmos sobre isso, mas sobre como o pensamento do meu irm&#227;o era exatamente o mesmo do autor no cap&#237;tulo do livro que eu estava lendo poucos minutos antes de conversarmos - e que, coincidentemente, tamb&#233;m combina com o meu. Ele disse que &#233; um grande desafio pensar como ele pensa agora, que as pessoas levam tempo (e algumas experi&#234;ncias negativas) para conseguirem &#8220;viver abaixo dos ganhos&#8221;.</p><p><strong>O Universo tem formas estranhas de nos ensinar li&#231;&#245;es, n&#233;?</strong></p><p>Falar sobre futuro com o meu irm&#227;o &#233; um tanto engra&#231;ado, j&#225; que ele sempre foi uma meta de vida para mim. Sempre imaginava minha vida aos 24 anos (mesma idade que ele usou como exemplo na mensagem) como a vida que ele tinha aos 24 anos. Foram muitas sess&#245;es de terapia at&#233; entender que eu n&#227;o teria a vida do meu irm&#227;o nessa idade. Ao completar 24 anos, eu tinha me formado havia 2 semanas e estava iniciando em uma experi&#234;ncia profissional que se mostraria um tanto traumatizante. </p><p>Mais engra&#231;ado ainda &#233; pensar que meu irm&#227;o n&#227;o tinha, aos 24 anos, idade que eu pensava que ele estava no auge, a mentalidade que ele tem hoje, quase 10 anos depois - e que &#233; motivo de orgulho para ele mesmo. &#201; divertido pensar que, aos 25 anos, eu j&#225; pense tanto no meu futuro (e na minha aposentadoria). Talvez eu sequer chegue l&#225;, mas penso muito sobre. A diferen&#231;a &#233; que, enquanto meu irm&#227;o pensa em parar de trabalhar aos 40 anos, eu j&#225; n&#227;o quero viver presa ao trabalho hoje.</p><p>N&#227;o me entenda mal: eu amo trabalhar, de verdade. N&#227;o imagino minha vida sem trabalho. Durante a minha inf&#226;ncia, quase todas minhas brincadeiras eram atreladas ao trabalho, uma vibe bem Barbie profiss&#245;es mesmo. A quest&#227;o &#233;: n&#227;o quero que o meu trabalho seja o motivo pelo qual eu levante mal humorada ou durma pouco, nem quero passar o dia inteiro em um escrit&#243;rio sem ver o dia passar.</p><p>Eu n&#227;o quero que o meu dia gire somente em torno do meu trabalho. Eu quero, todos os dias, ter a sensa&#231;&#227;o de que a minha vida &#233; bem vivida e aproveitada - e que o trabalho fa&#231;a parte disso. <strong>N&#227;o quero que o meu trabalho defina a minha vida, mas que ele fa&#231;a parte dela</strong> para que, aos 40, 50 ou 60 anos, eu siga com a mesma vontade de trabalhar. </p><p>Talvez meu pensamento seja um tanto imediatista: querer esse &#8220;conforto&#8220; ainda antes dos 30, pode ser visto como um erro. Muitas pessoas v&#227;o dizer que &#233; nesta idade que precisamos focar em fazer dinheiro, independente do custo para a sa&#250;de. Eu j&#225; paguei um custo alto pela minha pr&#243;pria cobran&#231;a. Talvez eu realmente n&#227;o tenha, aos 30, o sal&#225;rio do meu irm&#227;o aos 24, mas tudo bem: <strong>o segredo do Warren Buffet foi ter come&#231;ado a investir antes, n&#227;o em maior n&#250;mero</strong> &#128521;</p><div><hr></div><h2>Faz tempo que eu n&#227;o falo de amizade por aqui&#8230;</h2><p>Enquanto escrevia essa newsletter, vi esse <a href="https://vm.tiktok.com/ZMSrt9mcx/">v&#237;deo aqui no TikTok</a>. </p><p>Caso voc&#234; n&#227;o seja adepto &#224; plataforma, eu explico: no v&#237;deo, uma menina grava ela e o seu amigo enquanto ela conta que est&#225; de mudan&#231;a para Florian&#243;polis, porque conseguiu um emprego.</p><p>Por &#243;bvio, os dois se emocionam muito e, t&#227;o lindo quanto o v&#237;deo, foi ler os coment&#225;rios. </p><p>Um deles me chamou mais aten&#231;&#227;o: uma menina falava que tem alguns amigos que viram fam&#237;lia, ressaltando como &#233; dif&#237;cil ter amizades profundas assim na vida adulta. </p><p>Quando eu li isso, pensei em um amigo meu que, h&#225; pouco tempo atr&#225;s, me disse que eu sou o tipo de pessoa que consegue criar esse tipo de conex&#227;o com as pessoas de uma forma muito natural, que isso fica n&#237;tido pelas minhas rela&#231;&#245;es. </p><p>Durante toda a minha vida, eu duvidei muito do quanto as pessoas verdadeiramente gostavam de mim. De uma forma ou de outra, parecia sempre que eu gostava mais delas do que o oposto. Sentia que nunca era, efetivamente, a melhor amiga de algu&#233;m.</p><p>Por muito tempo, isso me incomodou e doeu - muito, mesmo sabendo que poderia ser s&#243; uma paran&#243;ia minha.</p><p>At&#233; que, depois de muita terapia (sempre ela), eu entendi que estava tudo bem. Talvez eu realmente n&#227;o fosse a melhor amiga das minhas amigas, mas n&#227;o importava: eu sabia que fazia as pessoas se sentirem amadas. Mais do que isso: <strong>me sentir amada era algo que s&#243; eu poderia fazer por mim</strong>. Passei a entender melhor a linguagem do amor dos outros e o quanto a forma das pessoas de dar amor talvez n&#227;o fosse a minha forma de receber, mas, ainda assim, era amor. </p><p>Tamb&#233;m entendi que eu, como escorpiana raiz, realmente amo em demasia - e n&#227;o h&#225; mal nenhum nisso. Eu entendi que, de uma forma ou de outra, todo amor que eu dou vai voltar para mim em algum momento. Talvez n&#227;o exatamente pela mesma pessoa ou da mesma forma, mas sempre volta. </p><p>Aos meus amigos, meu muito obrigada por sempre terem me amado, independente de como, quando ou quanto. Sempre vou retribuir - em dobro, &#243;bvio &#128420;</p><div><hr></div><h2>Para finalizar: uma sugest&#227;o para o final de semana!</h2><p>Se voc&#234; &#233; que nem eu e devora s&#233;ries, fica a dica dessa aqui, que d&#225; para ver em um dia s&#243;, eu juro!</p><p>A 1&#170; temporada de &#8220;<em>Overcompensating</em>&#8221; estreiou em 15 de maio e j&#225; ganhou o meu cora&#231;&#227;o - obrigada, Viti (que sempre l&#234; as newsletters) pela indica&#231;&#227;o &#129401;</p><p>Em uma mistura de &#8220;<em>Sex Education</em>&#8220; com &#8220;<em>Never Have I Ever</em>&#8220;, a s&#233;rie do <em>Amazon Prime</em> consegue equilibrar sexualidade, personagens estereotipados e com&#233;dia besteirol de um jeito muito leve.</p><p>Se voc&#234; gosta destas tem&#225;ticas, em um clich&#234; in&#237;cio de faculdade norte-americano, esta s&#233;rie &#233; perfeita!</p><div><hr></div><p>Hoje, eu confesso que finalizei a newsletter quase na hora de enviar &#128558;&#8205;&#128168;</p><p>A adrenalina de terminar as tarefas faltando poucos minutos faz dessas com a gente. Na verdade, eu nem queria criar um dia e hor&#225;rio fixo, mas parece que temos uma tend&#234;ncia por aqui, n&#233;? </p><p>Espero que voc&#234;s continuem curtindo os meus devaneios - e n&#227;o deixem de fofocar comigo no <a href="https://www.instagram.com/ajuliasevero">Instagram</a>!</p><p>Nos vemos na pr&#243;xima semana (e bebam &#225;gua, porque eu estava quase esquecendo) &#128536;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Você sabe quem realmente é?]]></title><description><![CDATA[Eu sei quem sou - e espero que voc&#234; descubra o mesmo!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/voce-sabe-quem-realmente-e</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/voce-sabe-quem-realmente-e</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 25 May 2025 03:00:24 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/9b3aac8b-1627-4d16-8877-946a3b3f590d_960x1280.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, escrevi um story que dizia, entre outras coisas:</p><div class="pullquote"><p>Manter a minha ess&#234;ncia e ver que a imagem que eu coloco no mundo &#233; justamente aquilo que sou, &#233; muito gratificante!</p></div><p>Ainda enquanto escrevia, um pensamento me assolou: </p><blockquote><p>Como eu tenho coragem de me afirmar dessa forma? Como eu sei quem eu realmente sou?</p></blockquote><p>Talvez essa pergunta j&#225; tenha aparecido por a&#237;. Por aqui, ela j&#225; foi - direta e indiretamente - tema de v&#225;rias sess&#245;es de terapia.</p><p>Eu sempre me afirmei muito. Sempre fui a pessoa que fala alto, ri forte e n&#227;o tem medo de ser um tantinho crian&#231;a quando a vida exige leveza. </p><p>Acontece que, recentemente, eu percebi que, por mais que eu seja verdadeiramente essa pessoa, tamb&#233;m existe uma parte minha que &#233; o total oposto: calma, concentrada, introspectiva. Talvez esse tenha sido um lado que eu nunca deixei transparecer para qualquer pessoa. S&#243; quem me conhecia verdadeiramente sabia que essa parte existia. </p><p>Por muitos anos, eu pensei que precisava ser sempre a expansiva, a engra&#231;ada. As pessoas sempre gostaram de mim assim, por que mudar? E quem n&#227;o gostava, no fundo, queria ser um pouco assim tamb&#233;m. Ent&#227;o, tudo bem.</p><p>At&#233; que eu entendi que ser sempre a pessoa extrovertida, compreensiva, que n&#227;o se deixa abater tem um pre&#231;o - e ele &#233; alto. </p><p>Muitas pessoas me machucaram, porque &#8220;<em>ah, n&#227;o tem problema, ela entende&#8220;</em>. Eu n&#227;o colocava limites e as pessoas abusavam de qualquer um que pudesse existir. Percebi que, com o meu sil&#234;ncio, com o inc&#244;modo que eu tamb&#233;m gerava no outro quando me faziam mal, as pessoas passaram a me respeitar um pouco mais. </p><p>Eu entendi que n&#227;o precisava ser sempre uma parte s&#243; de mim: eu sou inteira e &#233; assim que o mundo deve (e vai) me conhecer.</p><p>Talvez muitas pessoas n&#227;o gostem, &#233; normal. Essa &#233; quem eu verdadeiramente sou. Inconstante, teimosa, feliz, animada, palestrinha, quieta. A que faz barulho, mas a que cala constantemente. </p><p>Hoje, eu posso garantir que sei quem eu sou. Talvez eu mude um pouco com o passar dos anos, tenha fases mais falantes, outras mais silenciosas, como j&#225; vem acontecendo h&#225; algum tempo. N&#227;o ser constante faz parte de quem eu sou - e que sorte a minha. <strong>N&#227;o ser sempre a mesma me permite ser sempre real. </strong></p><p>A verdade &#233; que, depois de muitas sess&#245;es de terapia, a gente entende que n&#227;o tem problema nenhum em se afirmar, <em>desde que seja por inteiro</em>. </p><div><hr></div><h2>Qual a &#250;ltima coisa que &#8220;<em>go south</em>&#8221; na sua vida?</h2><p>Na semana passada, falei sobre &#8220;<em>The Four Seasons</em>&#8220; (&#8220;<em>As Quatro Esta&#231;&#245;es</em>&#8221;, no nosso bom e velho portugu&#234;s brasileiro), s&#233;rie nova da Netflix. </p><p>Em um dos &#250;ltimos epis&#243;dios, em um di&#225;logo entre as personagens da <em>Tina Fey </em>(Kate) e <em>Kerri Kenney-Silver</em> (Anne), uma delas pergunta algo como:</p><blockquote><p><em>When did you realize things were going south?</em></p></blockquote><p>Pelo contexto da conversa, eu entendi que a frase n&#227;o era positiva. No nosso jeitinho brasileiro, eu traduziria como &#8220;<em>quando voc&#234; percebeu que as coisas foram para o brejo?</em>&#8220;. </p><p>N&#227;o vou negar que, no primeiro momento, como boa ga&#250;cha, naturalmente bairrista, s&#243; conseguia pensar &#8220;poxa, mas tinha que ser justo o Sul&#8220; &#128514;</p><p>Mas n&#227;o parei por a&#237;: toda a busca pela express&#227;o, sua aplica&#231;&#227;o e tradu&#231;&#227;o (mesmo sem ter levado isso para as minhas aulas de ingl&#234;s), me fez pensar sobre como as coisas &#8220;v&#227;o ao sul&#8220; nas nossas vidas - seguindo a tradu&#231;&#227;o literal - e n&#227;o paramos para pensar no que levaram elas at&#233; l&#225;. </p><p>Talvez nos falte uma habilidade que amamos colocar no curr&#237;culo, mas esquecemos de colocar em pr&#225;tica nas nossas vidas: a aten&#231;&#227;o aos detalhes. </p><p>Se nos atentarmos mais aos detalhes, mesmo aqueles cotidianos, saberemos prever - e, na melhor das hip&#243;teses, se for a inten&#231;&#227;o, prevenir - o que vai ao sul nas nossas hist&#243;rias. </p><p>Na s&#233;rie, a personagem soube responder, mas e na vida real, ser&#225; que saberia?</p><div><hr></div><h2>Posso falar s&#243; mais uma coisinha?</h2><p>Ando mais atenta aos detalhes recentemente e, por isso, comecei a perceber mais a mudan&#231;a das pessoas em um simples ato de gentileza. Lembro de como me estressava, na pandemia, n&#227;o poder ver os sorrisos e ter que reconhecer, somente pelo olhar, essas mudan&#231;as de express&#227;o - mas ainda bem que t&#237;nhamos o olhar.</p><p>Nessa &#250;ltima semana, eu estava saindo do meu pr&#233;dio e percebi que uma mo&#231;a, de cara fechada, parecia vir na minha dire&#231;&#227;o. Fiquei segurando a porta por via das d&#250;vidas. Quando ela percebeu que, na verdade, eu estava segurando a porta para ela - e que esse era o motivo de eu acompanhar os passos dela com tanto afino -, ela abriu o mais singelo dos sorrisos e me agradeceu.</p><p>Tem coisas que s&#243; um ato de gentileza explica. </p><p>Tem coisas que s&#243; a cumplicidade, na forma de gentileza, &#233; capaz de expressar.</p><div><hr></div><p>Falei demais hoje, n&#233;? Me perdoem &#129401;</p><p>Como disse a minha professora de ingl&#234;s, amiga e chefa, Ana Paula, ontem: </p><blockquote><p>A Ju (&#8230;) habla muito. Habla falando, habla escrevendo.</p></blockquote><p>Voc&#234;s j&#225; entenderam que &#233; o meu jeitinho, n&#233;?</p><p>Espero que tenham curtido mais essa news. Bebam &#225;gua, leiam livros e fofoquem bastante comigo no Instagram, l&#225; no <a href="https://www.instagram.com/ajuliasevero">@ajuliasevero</a>!</p><p>Nos vemos em breve &#129392;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Não tenha medo de recomeçar...]]></title><description><![CDATA[Seja uma newsletter, um projeto ou toda uma vida!]]></description><link>https://juliasevero.substack.com/p/nao-tenha-medo-de-recomecar</link><guid isPermaLink="false">https://juliasevero.substack.com/p/nao-tenha-medo-de-recomecar</guid><dc:creator><![CDATA[Júlia Severo]]></dc:creator><pubDate>Sun, 18 May 2025 03:00:30 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/64410aa4-3c50-4b4e-bac8-cdf2fa4c2178_420x300.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>H&#225; alguns dias atr&#225;s, eu peguei um carro de aplicativo para voltar do trabalho e, nas muitas divaga&#231;&#245;es com o motorista, ele me disse a seguinte frase:</p><div class="pullquote"><p>A vida &#233; sobre saber o que n&#227;o se quer!</p></div><p>Naquele momento, mais do que em qualquer outro da minha vida, eu entendia o que ele estava falando. Concordei com ele. </p><p>Logo depois, ainda dentro do carro, abri o Instagram e o @<a href="https://www.instagram.com/novasveredas">novasveredas</a> tinha compartilhado esse post aqui nos stories:</p><div class="instagram-embed-wrap" data-attrs="{&quot;instagram_id&quot;:&quot;DJILGNppJC5&quot;,&quot;title&quot;:&quot;A post shared by @vamoahablar&quot;,&quot;author_name&quot;:&quot;vamoahablar&quot;,&quot;thumbnail_url&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/__ss-rehost__IG-meta-DJILGNppJC5.jpg&quot;,&quot;like_count&quot;:null,&quot;comment_count&quot;:null,&quot;profile_pic_url&quot;:null,&quot;follower_count&quot;:null,&quot;timestamp&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false}" data-component-name="InstagramToDOM"></div><p>Mais uma vez naquela mesma noite, eu me sentia completamente compreendida. </p><p>Eu nunca tive medo de recome&#231;ar. Sempre fui do time que acredita fielmente que nunca &#233; tarde para isso. Sim, eu entendo que os desafios podem ser muitos - e talvez maiores -, mas ainda assim, recome&#231;ar sempre vale a pena. </p><p>Ontem, eu encerrei um cap&#237;tulo da minha vida e posso garantir: foi o cap&#237;tulo mais decisivo dela. Os &#250;ltimos meses foram de mergulho profundo naquilo que eu tenho de mais precioso - eu mesma. </p><p>Revisitei padr&#245;es, revivi momentos e entendi, finalmente, que eu j&#225; n&#227;o era mais a mesma. Deixar para tr&#225;s uma vers&#227;o minha que, at&#233; pouco tempo atr&#225;s, era t&#227;o pulsante, me pareceu errado, beirando a loucura. N&#227;o foram uma, nem duas sess&#245;es de terapia que me fizeram entender que, na minha vida, sempre haver&#225; espa&#231;o para mudan&#231;as (normalmente mais dr&#225;sticas do que eu gostaria) - e que eu sempre vou sair melhor de cada uma delas.</p><p>Ainda &#233; muito cedo para culpar o meu Sol em Escorpi&#227;o? E a minha Lua em G&#234;meos?</p><p>Brincadeiras &#224; parte, os &#250;ltimos meses me fizeram perceber que, o que eu mais queria, era viver o meu sonho. Talvez eu tenha levado tempo demais para perceber que o meu sonho n&#227;o era exatamente algo, como um cargo ou uma tarefa, mas um prop&#243;sito. </p><p>Dentre os meus devaneios mais recentes, encontrei um trecho de uma entrevista do <em>Pepe Mujica</em>, que voltou &#224;s redes sociais nesta semana, em virtude do seu triste falecimento. Neste v&#237;deo, ele dizia - entre v&#225;rios outros ensinamentos - sobre:</p><div class="pullquote"><p>Tener una causa (&#8230;), porque vivir significa so&#241;ar, creer en algo superior, en algo creativo, (&#8230;) tener una pasi&#243;n, aunque sea jugar al f&#250;tbol.</p></div><p>Viver o meu prop&#243;sito &#233; viver conforme o que eu acredito: &#233; como sonhar - e realizar o pr&#243;prio sonho - um pouquinho cada dia. Eu n&#227;o quero ser feliz nos 30 dias de f&#233;rias por ano. Eu quero ser feliz todos os dias. Eu quero acordar e sentir que, ainda que tudo d&#234; errado no meu dia, eu verdadeiramente vivi. </p><p>N&#227;o quero s&#243; cumprir com tarefas e obriga&#231;&#245;es, mas quero que cada uma dessas coisas signifique algo maior para mim. Quero trabalhar por acreditar que o meu trabalho realmente faz diferen&#231;a. Quero treinar para ter a disposi&#231;&#227;o certa para qualquer coisa que eu me proponha - e tamb&#233;m para correr atr&#225;s dos meus netos daqui h&#225; alguns (muitos) anos.</p><p>Eu posso te garantir: quando a vida deixa de fazer sentido, ou melhor, quando ela deixa de fazer sentir, &#233; porque algo n&#227;o vai bem. </p><p>E eu andei assim. As coisas n&#227;o me abalavam, por mais que eu soubesse que elas do&#237;am muito. Quando eu, uma pessoa t&#227;o &#224; flor da pele, n&#227;o me deixo sentir, algo vai muito errado. Foi preciso recalcular a rota e esses meses me levaram a isso.</p><p>Terminar a minha &#250;ltima sess&#227;o de terapia com a minha psic&#243;loga me dizendo que todas as decis&#245;es que eu tomei v&#227;o ao encontro do meu grande prop&#243;sito, foi a confirma&#231;&#227;o do que os &#250;ltimos meses simbolizaram. Nenhuma decis&#227;o foi errada, n&#227;o carrego nenhum arrependimento. Todas elas me trouxeram &#224; verdadeira J&#250;lia.</p><p>Livre, feliz e (um tanto) abstrata. </p><div><hr></div><h2>Ainda tem tempo para uma indica&#231;&#227;o?</h2><p>Se sim, fica mais uns minutinhos, porque hoje eu tenho uma s&#233;rie para indicar!</p><p>A s&#233;rie &#233; um lan&#231;amento - que a depender do seu n&#237;vel de fanatismo, n&#227;o &#233; t&#227;o recente assim - da Netflix: &#8220;<em>The Four Seasons</em>&#8220; ou, no nosso bom e velho portugu&#234;s, &#8220;<em>As Quatro Esta&#231;&#245;es</em>&#8220; (e n&#227;o, n&#227;o s&#227;o as da Sandy e do Junior).</p><p>Se voc&#234;s procurarem no Google, v&#227;o encontrar todo o tipo de cr&#237;tica, mas aqui vai uma opini&#227;o honesta (que compila os coment&#225;rios lidos): se voc&#234; espera grandes reviravoltas, &#233; preconceituoso ou n&#227;o quer encarar de frente o que pode ser um encontro com os seus amigos quando voc&#234;s tiverem 50 anos, n&#227;o assista a s&#233;rie. Simples assim!</p><p>Os epis&#243;dios passam nas 4 esta&#231;&#245;es do ano e a 1&#170; temporada (sim, a Netflix j&#225; renovou) t&#234;m 8 cap&#237;tulos, ou seja, 2 epis&#243;dios em cada esta&#231;&#227;o. A s&#233;rie retrata os encontros de um grupo de 3 casais na faixa dos 50 anos que come&#231;am a analisar as pr&#243;prias vidas quando um deles decide se separar - e n&#227;o, isso n&#227;o &#233; um spoiler.</p><p>A partir da&#237;, as hist&#243;rias se misturam, completam e retratam o que s&#227;o casamentos de mais de 20 anos, amigos de uma vida e o qu&#227;o importante &#233; saber que, apesar de tudo, sempre haver&#225; com quem contar. </p><p>N&#227;o que os 50+ sejam o meu lugar de fala, mas confesso que, ao pensar nos meus pais e nos amigos deles (na faixa dos 55-65 anos) ao ver a s&#233;rie, conclui que, definitivamente, nenhuma experi&#234;ncia &#233; individual!</p><div><hr></div><p>Chegamos ao fim desta que &#233; a 1&#170; newsletter na nossa plataforma (que eu vou chamar carinhosamente de &#8220;casinha&#8221;) nova! A casa &#233; nova, mas os devaneios s&#227;o antigos, confesso. </p><p>Espero que voc&#234;s tenham gostado do nosso (re)encontro. Eu precisava escrever e fico muito feliz em saber que tenho voc&#234;s por aqui &#129401;</p><p>Um grande beijo, </p><p>J&#250;</p><p></p><p></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>